O “boa vida”

Essa história de “politicamente correto” está mexendo com a cabeça da galera. Tudo no mundo é relativo. As mulheres, por exemplo, se queixam de que os homens as encaram como “propriedade”, mas nem sempre isso é verdade. O problema maior é que hoje em dia está cada vez mais correto dizer que é muito melhor ser amante (ou mesmo “galanteador”, aquele que quer se tornar amante) do que marido. O amante (ou o galanteador, mas vamos falar mais no amante), vocês podem reparar, está sempre de bom humor e é extremamente atencioso, carinhoso, bem humorado. É lógico: a única preocupação dele é “comer”. Não é preciso educar filhos, fazer mercado, aguentar mulher histérica, pagar a fatura do cartão de crédito, aturar mau humor. A amante chega sempre de banho tomado, cheirosa e perfumada. O amante pode se preocupar apenas em agradar e em ser ultracarinhoso. É lógico: a única meta dele é saciar a carne. Preocupação: só essa.

Mas tudo é relativo. É por isso que é preciso que a mulher seja atenciosa, carinhosa, fiel, leal, verdadeira; que cumpra com a palavra. Se diz uma coisa, tem que cumprir. Porque aí vai conquistar confiança e vai ter a liberdade que tanto fica reclamando que não tem. Porque liberdade e confiança é assim: não se reivindica nem se exige. Se conquista.

E é por isso que o amante leva vantagem. E a mulher diz: meu amante é tão carinhoso. Meu marido é tão estúpido; grita comigo o tempo todo. Mas o amante, esse boa vida, só tem uma preocupação: estar sempre sorridente e carinhoso, e atencioso, pra garantir que vai conseguir… “comer”. O amante não tem preocupação nenhuma, está sempre sorridente.

Mas tudo é relativo. Quando a mulher é leal, fiel, verdadeira, atenciosa, companheira; quando cumpre com a palavra, vai conquistar a confiança do marido e ele vai ter vontade de beijá-la sempre, de abraçá-la. Vai ter uma vontade danada de dormir abraçadinho, de dar carinho o tempo todo, de fazer carícias gostosas. Porque é difícil sentir carinho quando não se tem confiança. É difícil ter vontade de abraçar, de sorrir, de ficar bem humorado o tempo inteiro. Mas quando a mulher é isso tudo de bom, então aí o homem vai levar vantagem, porque vai poder ser marido e amante ao mesmo tempo. É o casamento perfeito. Mas isso depende, é lógico… depende da mulher que ele tem.

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