Você é bobo? Não? Então prove!

Você é bobo? Não? Então prove!

Que há muita gente falando bobagem neste país, ninguém duvida. Mas uma das maiores bobagens com as quais às vezes nos deparamos está relacionada aos que criticam o trabalho pela internet. Não sei se você está entre essas pessoas, mas, se estiver, prepare-se para ficar incomodado: criticar o trabalho pela internet é uma mistura de desinformação, preconceito e contradição. Pronto, falei!

É desinformação porque, quem critica, inevitavelmente nunca se informou ou mesmo nunca procurou ter conhecimento sobre o que é o trabalho pela internet. É uma atividade (ao contrário do que imaginam os preconceituosos)  exaustiva, que exige muito estudo, conhecimentos técnicos, domínio de marketing e extrema dedicação. Entre outros inúmeros requisitos.

Bom, o item “preconceito” também já está respondido. Agora, vamos à contradição. Os que criticam o trabalho pela internet frequentemente o fazem por meio das redes sociais, como esta que você está acessando agora. E o que mais são as redes sociais se não o resultado da genialidade dos que trabalham pela internet? E se você critica o trabalho pela internet, o que está fazendo aqui? Por que usa o Google e outros sistemas de busca? Por que compra produtos pela internet? Por que, quando vai vender ou comprar um carro, faz pesquisa pela internet? Por que… Bom, se formos enumerar tudo o que comprova essa contradição, vamos preencher algumas laudas.

Se já está incomodado, vai ficar ainda mais, porque eu vou continuar sendo sincero. Quem critica o trabalho pela internet é na verdade uma pessoa que não consegue transpor paradigmas nem tem coragem de enfrentar desafios. Muitas vezes está de saco cheio do chefe insuportável, da rotina burra baseada apenas em horários (mesmo que a produtividade esteja lá embaixo), do trânsito caótico, da inevitável busca por uma mísera vaga no estacionamento, da falta de liberdade…  E mesmo assim fica repetindo: isto é que é trabalho, isto é que é trabalho.

Porque o trabalho pela internet nada mais é do que um trabalho que  exige todos os requisitos citados no segundo parágrafo, e que nos proporciona ficarmos livres de tudo o que está citado no parágrafo anterior. É lógico que você pode estar satisfeito com o seu trabalho, apesar do chefe insuportável, do trânsito caótico e de tudo o que foi citado. Parabéns. Continue firme. Mas isso não lhe dá o direito de imaginar que o seu trabalho é o único trabalho digno, mesmo que seja um trabalho realizado fora da internet… Embora, evidentemente, você acabe utilizando a internet para o seu trabalho…

É lógico que alguns episódios isolados podem reforçar o preconceito contra o trabalho pela internet. Mas são, conforme já dissemos, casos isolados, e ainda por cima envoltos em certo mistério, pois muitas vezes toda a celeuma surgiu em razão, por exemplo, da falta de regulamentação de alguns setores das atividades relacionadas à internet… entre outros motivos ainda não devidamente esclarecidos…

E você poderá finalmente utilizar um argumento, digamos, flagrantemente frágil para alimentar preconceitos contra o trabalho pela internet, dizendo que há pessoas que não trabalham pela internet com seriedade. E aí vamos responder com um argumento flagrantemente inquestionável: qual o ramo de atividade em que não há, ao mesmo tempo, pessoas altamente comprometidas com a seriedade e outras que não têm compromisso algum? A diferença é a sua capacidade de perceber, porque há muita gente cercada de picaretas no seu trabalho que nem enxerga isso…

Nossa conclusão é óbvia: você não é bobo, não. Até porque, se já criticou, por preconceito ou desinformação, o trabalho pela internet, garanto que já mudou de opinião. Ou vai continuar se contradizendo?

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