Política é que nem sexualidade: tem que deixar fluir naturalmente

Pode até parecer gozação. Mas a frase é esta mesmo do título. Assista (logo a seguir) ou continue lendo, que você vai entender.

Eu admito que tenho uma filosofia própria de vida, que algumas pessoas podem achar estranha.

Por exemplo: eu estou convencido de que a grande maioria das pessoas não conhece o verdadeiro sentido da palavra liberdade.

Para mim, liberdade é deixar que cada pessoa seja o que é, desde que não prejudique, machuque ou fira outras pessoas. E nem mate, mas isso nem é preciso dizer.

Isso elimina tudo o que possa ser considerado ruim. Quer ver?

Eu não vou aceitar que o sujeito seja estuprador, por mais que ele sinta prazer com isso ou possa até se sentir feliz estuprando, porque ele vai estar sempre prejudicando alguém. Na verdade, vai prejudicar muita gente ao mesmo tempo.

Mas isso não me dá o direito de matá-lo, porque o direito à vida dele não pertence a mim. Mas me dá o direito de prendê-lo, ou seja, de cercear a sua liberdade, porque essa liberdade, do jeito que ele quer exercê-la, prejudica outras pessoas. E até provoca a morte dessas pessoas. 

Hoje existe essa discussão no país sobre a tal Escola Sem Partido. E também outra sobre a educação sexual nas escolas.

São duas coisas completamente diferentes. E é aí que entra o título que você pode ter achado estranho.

Não sei se você sabe, mas eu tenho também um canal sobre sexualidade, comportamento e relacionamento, chamado Recado Secreto. Aliás, coincidentemente, eu abordo esta semana o tema liberdade também no canal Recado Secreto, bastando clicar para você ter acesso.

Mas vamos voltar a este tema.

Está mais do que evidente que a proposta do Escola Sem Partido não é de retirar a apontada abordagem ideológica de esquerda das escolas, mas sim a de implantar a ideologização de extrema direita. Essa pregação de ressuscitar matérias da época da ditadura militar, com as distorções de sempre, e a escolha do novo ministro da Educação, são apenas duas das mais evidentes provas disso.

O discurso do ministro é flagrantemente um discurso de extrema direita. E, evidentemente, isso não o credencia a implantar uma diretriz sem ideologização no ensino.

Existem também os que se opõem à educação sexual nas escolas, o que também é completamente diferente dessa mentira pregada durante anos sobre a distribuição de um suposto kit gay para crianças do ensino básico.

Quem frequenta o meu Canal Recado Secreto sabe que temos abordado com frequência – e com a insistência merecida – a necessidade de se deixar fluir naturalmente a sexualidade na fase infantil, sem imposição de tabus e sem repressão sexual baseada sobretudo em dogmas e em visões completamente distorcidas sobre o desenvolvimento da sexualidade infantil. Quem quiser saber o que eu digo precisa apenas frequentar o Canal Recado Secreto e aproveitar para se inscrever, porque ainda vêm muito mais coisas boas pela frente.

O que eu defendo não tem nada a ver com ideologia de gênero ou forçação de barra quanto à opção sexual. Essa forçação iria contrariar frontalmente nossa posição de que a sexualidade deve ter o seu desenvolvimento natural preservado. E isso também é diferente de educação sexual, que seria apenas uma abordagem científica sobre sexualidade que tornaria as crianças, inclusive, menos vulneráveis a riscos e até a crimes sexuais.

Quem tem um canal sobre sexualidade sabe que é gritante o nível de ignorância de grande parte dos brasileiros adultos sobre esse tema. E surge a pergunta: até que ponto pais ignorantes têm condições de orientar sexualmente os filhos em casa? Aulas ministradas por professores capacitados não seriam uma forma extremamente útil de colaborar para que tenhamos bem menos adultos ignorantes no futuro?

Da mesma forma, quando falamos em Escola Sem Partido estamos nos referindo exatamente ao estudo da ciência política sem a pretensão de ideologizar crianças, mas sim de fomentar o debate sobre política entre estudantes que já têm capacidade de discernimento e que, em consequência do estudo e não de rótulos, fanatismos e doutrinações, passem a ter um posicionamento político pelo qual eles optarem.

Tanto em política como em sexualidade, é preciso deixar as coisas fluírem naturalmente, sem imposições, repressões e com a aceitação dos contrários. Ou seja: com a natural aceitação das diferenças e da diversidade.

Mas o que vivemos – e isso agora parece piorar – é a rejeição ao pensamento contrário, com a claríssima diretriz de concentração de poder.

E a concentração de poder é o primeiro passo para aniquilar com as liberdades civis.

Se você não acredita nisso, estude a história da humanidade.

Todo esse meu pensamento manifestado neste vídeo pode parecer uma utopia. Mas, no dia em que isso tudo acontecer, será possível alcançar a paz no mundo.

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