O Jornalista/Apresentação

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Contar novidade em primeira mão é o grande prazer do jornalista.

Gerson Menezes começou a praticar desde cedo e, antes mesmo de iniciar o curso de Comunicação Social, trabalhou na agência Latin Reuters ainda na época de estudante secundarista. Percebeu desde então o quanto o ofício é árduo, mas isso não o fez desistir. É verdade que, ainda muito cedo, pensou em ser advogado, mais pela facilidade em escrever do que propriamente por opção ou por talento para lidar com as leis. Era ainda uma época em que os cursos de Comunicação Social começavam a se espalhar no Brasil e ele nem se deu conta de que existiam. Foi aí que desistiu de vez “dessa idéia maluca de decorar leis” e deu início ao curso de Comunicação na faculdade onde, anos depois, viria a lecionar por dez anos, chegando a conviver, desta vez como professor, com mestres que foram seus mestres no curso. “Foi uma experiência atípica e curiosa, e sobretudo interessante”, relata, e também o período em que sua carga horária foi a mais extensa: pela manhã fazia cobertura como repórter especial no Congresso Nacional, à tarde trabalhava como assessor de Imprensa e à noite ministrava aulas na faculdade. “Ganhava uma graninha boa e aproveitei para ir passear em Cancun com a família durante as férias”, recorda.

 

O passeio não foi o esperado porque sua osteogênesis imperfecta (mal congênito sobre o qual se refere com mais detalhes em seu terceiro livro editado) acabou facilitando o surgimento de uma distensão muscular poucos dias antes da viagem. “Apelei até para acupunturista, um japonês que ficava repetindo ‘vai ficar bom, vai ficar bom’, e depois que não ficou bom ele disse que ‘não podia fazer milagres”. Deixou as agulhas de lado e foi assim mesmo para a ilha paradisíaca. A desvantagem é que, em vez de andar de ônibus, como convém no caso de férias numa ilha onde esse tipo de transporte é facilitado – pois as linhas percorrem toda a orla –  tinha que pegar táxi a todo momento, com o preço “calculado pela cara do freguês”, pois os táxis – pelo menos naquela época – não eram dotados de taxímetro. Na praia, vendo que ele caminhava com um pouco de dificuldade, uma massagista se propôs a ajudá-lo. Cobrava 100 dólares por uma simples massagem. “Minha querida, por 100 dólares, no Brasil, eu recebo a massagem e ainda durmo com a massagista”, brincou. E continuou pegando táxi com a família para aproveitar as delícias da ilha. No final das contas – pensou – a tal massagista ia dizer de novo que não poderia fazer milagres. Só que, agora, em dólares, pensou. Era bem melhor empregar o dinheiro se deliciando com a saborosa culinária mexicana bem apimentada.

 

Ainda como estudante, Gerson Menezes atuou no Jornal do Brasil e na Rádio JB (Sucursal de Brasília), ingressando em seguida no Jornal de Brasília, onde permaneceu de 1975 a 1989, exercendo as mais diversas funções, entre as quais de repórter/redator, chefe de Reportagem, coordenador e editor de Política, coordenador e editor de Suplemento sobre Rádio e TV, editor de Nacional e de Economia, subsecretário e secretário de Redação. De 1977 a 1979 atuou também na Agência Nacional (antiga EBN, depois transformada em Radiobrás), como redator de Política e de Nacional. De fevereiro de 1992 a julho de 1996 foi correspondente em Brasília da Revista Tendência (sobre Economia e negócios), publicada pela Bloch Editores, e de fevereiro de 1990 a novembro de 1998 atuou como repórter especial de política do jornal Estado de Minas (Sucursal de Brasília). Pelo longo período que atuou no jornal, muitas pessoas chegaram a pensar que ele é mineiro. O jornalista apressa-se em corrigir, deixando antever seu lado bairrista: nasceu em Belém, capital do Pará, “terra da qual muito me orgulho”.

 

Como professor universitário, Gerson Menezes ministrou aulas de agosto de 1991 a fevereiro de 2000, lecionando as disciplinas Redação e Expressão Oral/Análise da Linguagem, além de Introdução à Informática. Foi também professor de Comunicação/Português nos cursos de formação de oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal (CHOAM/97).

 

Além de sua atividade em grandes veículos de circulação nacional, durante vários anos, o jornalista atuou na Imprensa Sindical, como colaborador do “Sindifolha” (órgão informativo do Sindilegis – Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do TCU), e como repórter e redator do Jornal do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), em 1991 e 1992. Devido à sua sólida experiência em política e em economia, dedica-se também ao colunismo político, tendo atuado em 1992 no jornal Diário do Grande ABC (SP) e participado da fundação de um jornal da imprensa alternativa, em 1995. Assinou também coluna quinzenal sobre política nacional no jornal Terceiro Tempo, do Rio de Janeiro, entre outras atividades profissionais.

 

Atualmente, além de atender a clientes (pessoas físicas e jurídicas) do Brasil inteiro, prestando os serviços oferecidos pela TEXTO e VÍDEO Produções, empresa de sua propriedade, é assessor de comunicação social da ANFIP (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil) e editor da revista Seguridade Social e Tributação, na qual escreve também reportagens e vários artigos, com ênfase para as questões sociais.

 

Gerson Menezes foi presidente do Comitê de Imprensa da Câmara dos Deputados (biênio 1991/92) e membro-titular da Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF (triênio 1993/95). Em 2006 recebeu duas homenagens: do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF, tendo sua trajetória profissional publicada na Agenda 2006 – Memória de Jornalista, editada pelo referido sindicato, destacando a biografia de 23 jornalistas “veteranos”, e da TV Brasília, Canal 6, entre os 46 jornalistas mais destacados – em um universo de mais de 5 mil em atividade em Brasília –, em solenidade realizada em 21 de abril de 2006, pela comemoração dos 46 anos de inauguração da Capital e da emissora em Brasília.

 

5 comentários em “O Jornalista/Apresentação”

  1. Gerson, acompanhar a evolução tecnológica e mais do que isto estar inserido nesse processo é o diferencial entre as cabeças pensantes e os alienados. Você acompanha a vanguarda dos acontecimentos. Parabéns, por mais está criação que num futuro bem próximo terá um grande número de seguidores. Alías você já criou seguidores muito antes da internet conheço alguns dos seus ex-alunos na Faculdade e identifico neles a admiração e respeito pelo grande Professor que você é.
    Parabéns!

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  2. Gerson, parabéns pela apresentação, digna dos dias de hoje e de sua capacidade, altamente profissional e mais ainda, clara, objetiva e com tecnologia de ponta. Me surpreendeu e me deixou muito feliz de poder saber que estou diante de uma pessoa de muito talento.

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  3. Caro Gerson
    Foi uma grata supresa reencontra-lo, depois de tantos anos, através deste seu magnífico site, que faz jus ao talento e profissionalismo de que fui testemunha e admirei durante os anos em que trabalhamos juntos no Jornal de Brasília.
    Parabéns e votos de continuado sucesso.
    Um forte abraço
    FB

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  4. É gratificante encontrar colegas com os quais dividimos batalhas semelhantes. Mais gratificante ainda é saber que eles continuam em todas as trincheiras em busca de melhor informar.
    Gostei dessa página do Gerson. Simples, direta, sem gorduras no texto. Agora, estou curiosa para ler seus livros.
    Afinal de contas, escrever e, principalmente, ler, é um dos grandes prazeres dos verdadeiros jornalistas.
    Parabéns, Gerson.
    Memélia

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