Guarda compartilhada e outros temas

Sobre a guarda compartilhada, a guerra civil e a violência… ou:

(título alternativo:)

… do contrário, todos estaremos agindo como canalhas

 

Esse assunto da guarda compartilhada é complexo. Cada caso é um caso, mas no Brasil costuma-se partir para o simplismo.

A guarda compartilhada é, sim, o ideal, porque coloca um fim na “disputa” entre os antigos cônjuges pela guarda da criança. Também é muitas vezes constrangedor que a criança tenha que se submeter a um calendário rigoroso para ver o pai ou a mãe.

Não podemos também encarar um ou outro (pai ou mãe) como vilões. Há um vício generalizado em colocar apenas o pai como suposto “vilão”, e nem sempre é assim. Pai e mãe podem ser vilões, pois cada caso é um caso, frise-se novamante.

É preciso que tudo seja precedido de muito diálogo, mas no Brasil não se investe no ser humano. É por isso que há tanta gente defendendo pena de morte e penalização criminal para crianças: fica “mais fácil” e “mais barato” prendê-las ou mesmo matá-las depois que cometeram o crime. Fica muito caro oferecer EDUCAÇÃO DE QUALIDADE pra evitar que OS CRIMES OCORRAM, o que evidentemente seria muito melhor para toda a sociedade.

Lógico que um sistema educacional decente não vai eliminar a criminalidade, mas vai diminuí-la de forma drástica, significativa, com a vantagem de ter caráter PREVENTIVO. É muito melhor EVITAR O CRIME do que puni-lo depois que já ocorreu, porque aí só restará a punição, não mais uma vida, que já terá sido ceifada.

Mas, repito, no Brasil não se investe no ser humano, e por isso enfrentamos hoje uma verdadeira guerra civil, também em prejuízo de toda a sociedade, vítima de uma violência cada vez mais insuportável.

Voltando à questão da guarda compartilhada, vejam um exemplo: a Igreja faz até “curso” para as pessoas que vão se casar, mas, presa a conceitos e a preconceitos arcaicos, não faz nenhum tipo de trabalho para o caso dos que se separam.

Estou citando a religião apenas como exemplo, pois não acho que a religião seria a solução nesse caso (aliás, arriscaria dizer que em quase nenhum outro; muitas vezes é um complicador). O Estado, sim, tem que dispor de uma estrutura com especialistas para preparar o casal para conviver com os filhos após a separação, nessa guarda compartilhada.

Seria uma educação ou um treinamento, seja lá que nome se queira dar, para evitar conflitos, brigas, disputas, guerras entre casais, que só resultam em prejuízo para a CRIANÇA.

O Brasil NÃO EVOLUI NUNCA porque parece que até hoje não se percebeu algo fundamental: A PRIORIDADE É O SER HUMANO, e, nesse universo, A PRIORIDADE MÁXIMA É A CRIANÇA.

Hoje a prioridade é o sapato novo, o iphone, a televisão de 60 polegadas e o carro luxuoso.

Que acabam sendo roubados, isso quando não resultam em assassinatos ou violências insuportáveis.

Comprem o seu sapato, o seu iphone e o brinquedinho que queiram. MAS VALORIZEM O SER HUMANO E A VIDA, E DÊEM PRIORIDADE ÀS CRIANÇAS.

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